segunda-feira, 1 de julho de 2013

CONTANDO MAIS UMA HISTÓRIA...EM QUADRINHOS, TAMBÉM!

antes que reinicie a publicação, quero dizer que este Nuñez, sou eu. frescura de ilustrador ou resquício de uma época de ditadura. Na verdade, num Brasil de antes, ninguém gostava de ver material de brasileiro. Achavam a gente idiota. Quadrinho era coisa de "debilóide". Mas, Muitos aqui no Brasil não viram a gente durante a ditadura. Perseguidos. Culturalmente, éramos perigosos. Assim, ilustradores de HQ se esconderam sob pseudônimos. Depois tentamos ter uma parte do mercado para aparecer durante a abertura. Bom, O maldito congresso brasileiro disse que não havia desenhistas no Brasil para poder nos permitir uma parte do mercado para a gente começar a trabalhar aqui no Brasil.Mandamos pra eles um dicionário com mais de 300 nomes em todo o país, incluindo aí, eu, Shimamoto, Ziraldo, Henfil, Os irmãos Caruso, Nani e tantos outros que me permitam aqui omiti-los devido ao pouco espaço de tempo de que disponho para escrever neste Blog. Bem, eles receberam mas engavetaram o projeto por tanto tempo que , se os abrirem hoje, ele estará anacrônico, que muitos como eu, Shima e outros novos que hoje me chamam de velho (na época eu era um dos mais novos), não precisam mais dele..ou deles (congresso). 

Começei publicando histórias de terror na extinta editora Vecchi...e faroeste. Era o espaço que tínhamos, pois a indústria estrangeira não se interessava por este filão. lembrem-se que nesta época, a caçada ás bruxas andava a souta nos EUA. Na década de 1950 as editoras, como uma forma de autocensura e em resposta a uma recomendação do Congresso americano e ao clamor moralista insuflado pelo psiquiatra Fredric Wertham, autor do livro Sedução do inocente, criaram um código de autorregulamentação modificando o conteúdo das revistas, a escolha de cores, temas e palavras. Todas que ostentavam o selo na capa estavam nesse padrão. Bom, Como não se produzia mais este material pela "violência", sobrou como reduto para nós até o Figueiredo, junto com problemas da editora, decretarem sua falência. Depois contaremos mais sobre esta época.

Agora vem a história. Os personagens foram criados durante a "Guerra Fria", assim, Ronald é uma adaptação do Reagan, entre outros. Na época, imaginei que os Estados, existiriam em parceria com grandes conglomerados de empresas, mesclando-se com suas políticas "interespaciais"(internacionais). Guerra aberta ou escondida sob a bandeira de revoluções e golpes, religiões se tornando empresas armadas para difundirem seus pensamentos....E o homem havia chegado ao espaço! em todos os lugares, praticamente. E com ele, toda a sua maldade. Intrigas, mortes, assassinatos...golpes. 

Esta história é posterior a primeira que coloquei no domingo. Drago cobra o que a Corporação Ocidental lhe deve, e a Corporação decide que é hora de Drago ver quem manda no pedaço... 

Agora, leiam as primeiras 7 páginas. Amanhã postarei as outras 7. Divirtam-se!







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