Estava pensando hoje como as pessoas não entendem um universo tão interessante quanto os quadrinhos de SUPER-HEROIS. Uns querem que sejam escritas verdadeiras novelas ultra-realistas. Outras querem comparar os personagens iconográficos com figuras da realidade! Ledo engano. Os quadrinhos (comics) de SUPER-HERÒIS são como os contos Gregos de seus deuses. Eles usam os heróis para contar aventuras, e mostrar uma lição mantendo um pouco de realidade. Afinal, não conheço um livro de histórias que seja a realidade pura nua e crua. Lembro de meu falecido irmão que criticava filmes de aventuras onde o mocinho dava 200 tiros com um revolver ou avançava em meio às balas sem ser ferido. Meu argumento: "Se eles fossem realmente a realidade, o mocinho morreria nos primeiros minutos do filme!" Então, viva à fantasia! E A Ágatha Christie? Seus livros não sairiam da capa! Viva a fantasia!Viva ao sonho!
Pode o Batman ficar com um garoto numa caverna sem que as pessoas pensem que ele é homossexual e pervertido? Foi assim desde que colocaram um Robin para humanizar mais o morcegão. Porque o homem é pervertido. Não aceita sequer o fato do personagem, num roteiro, querer criar um filho como ele e passar seu manto! Não precisamos fazer uma realidade real numa fantasia, mas apenas contar uma história com uma realidade hipotética, mais próxima ou não da realidade. Criei muitas histórias assim. Mas somos muito hipócritas para aceitar uma crítica ou uma análise de uma realidade, utilizando da fantasia.
Eu sou a favor da liberdade de criação. Da fantasia com a realidade. Adoro a ação e a aventura e amo mesclar tudo isso. É a criatividade em ação!
Vocês verão abaixo as primeiras 5 páginas de uma história onde misturo a história (americana) com a fantasia de um personagem que criei. É um faroeste. Nós fizemos faroestes aqui no Brasil porque a CENSURA americana na época, acabou com os quadrinhos de faroeste lá. Aí, nós aqui no Brasil passamos a desenhar porque as pessoas aqui procuravam por elas!
OK Ricardo é um gênero que sobrevive, mesmo com toda tecnologia, mas sempre há espaço para os escritos no papirus ir para a mídia, assim como os jornais e revistas e levam consigo suas estórias, inclusive as de quadrinhos, gibis, tirinhas e é um processo irreversível, é necessário somente se adaptar as TICS, meio que camaleão, vejo o endereço do meu BLOG:http://fcarlosholandaeducar.blogspot.com.br/, um abraço primo daqui do Ceará!!!!
ResponderExcluirClaro, Carlinhos! Concordo. Nós quadrinhistas estamos nos adaptando desde os tempos das cavernas! A história inicial era contada em imagens e assim foi passada para a humanidade através dos tempos. AEsta mídia é a única que se adapta em relação às outras. veja só, as grandes das HQs, tem já, seu material, vendido diretamente na internet. É só pagar que vc recebe imediatamente um exemplar novo e diferenciado no seu computador. Mas lê-las numa publicação de papel é uma delícia! Pode ser que eu ainda seja um saudosidta, mas é como ler um bom livro: No papel é outra coisa! Porém, o que discuti, foi a mania do ser humano em perverter os ícones das HQs e menospresá-los, coisa que diminuiu em muito nos dias de hoje por o cinema retratar estes heróis em sua tela. Na minha época, ler quadrinhos era considerado coisa de debilóide e nerd, e nerds como e. Eram considerados um pária num mundo em que se valorizava o cara machão e sacana. Vc sabe disso! No mundo inteiro, quadrinhos e seus escritores e desenhistas são supervalorizados, difundidos. Aqui no Brasil, só tem valor quem vai lá para os "States" e volta com algo publicado. Assim, nós quadrinhistas brasileiros, vivemos e sobrevivemos não so do quadrinho, mas de outros atributos que esta arte nos proporciona! Um grande abrao e foi bom falar contigo por aqui!
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